Капитал (Capital)

Provavelmente o melhor vídeoclipe que assisti em anos (por mais de um motivo). Quem toca é Lyapis Trubetskoy (ou Ляпис Трубецкой) e ele vem da Bielorússia! (o site oficial parece estar fora do ar, o que nos previne de saber mais sobre quem ele(s) é/são).

Capital 01

Capital 02

Há ainda mais imagens aqui, caso você ainda não esteja convencido!
Os caras que fizeram esse clipe dizem ter inventado o bullet-time. Malucos, com certeza. O site está em russo ou inglês (apesar das coisas que estão lá não chegarem nem aos pés desse clipe aqui).

Ah, e eu não faço idéia sobre quê o cara está cantanto, mas vou descobrir. De qualquer forma, acho que ele dá inúmeras dicas…:

Capital 03 - Saddam Capital 04 - Mahmud Capital 05 - Kims

De acordo com um comentário no youTube a letra diz:

Eu janto
Barras de ouro
Sobremesa de diamante
Com creme de petróleo

Meu nome é belzebu
Mestre da estratosfera
Eu sou muito legal
Me respeite infinitamente

Na minha mão esquerda Snickers
Na direita Mars
Meu gerente de relacões públicas é Karl Marx

Eu janto cidades
Eu bebo mares
Minha barba cobre os céus
Raios e trovões,
Neblinas e chuvas
Ministros e líderes
Beijam minhas botas

Mais Links

Capital 06

[via motiongrapher]

rhwinter, April 9th, 2007
Filed under: arte, video, música
Nenhum comentário

“Fred”

Caso você entenda inlês, sugiro que leia esse texto na língua na qual foi originalmente escrito.

É verdade que a televisão estava ligada e que, dentro dela, essas pessoas que chamamos de celebridades estavam falando sobre os assuntos que menos interessavam a Fred. Mesmo assim, sua mente se ocupava com uma coisa. Uma única coisa. Uma pequena coisa. Uma única pequena coisa.

É bom interromper essa abordagem antes que ela comece a se arrastar demais. Por isso uma explicação se faz necessária nesse ponto. E não é de se admirar que essa explicação seja sobre o funcionamento do televisor. A maneira mais simples de ver as coisas é: a t.v. consiste em uma tela sensível a elétrons e um canhão desses últimos (i.e. elétrons). Conforme o canhão ejeta elétrons, esses desgraçados de vida curta atingem a tela um por um e são transformados em luz que é, inevitavelmente, emitida em direção a quem quer que esteja sentado em frente a todo esse maravilhoso aparato (não que seja possível sentar em frente a uma parte do aparato, a menos que ele esteja desmontado; mas isso não importa agora). O que realmente importa é que essa tela é feita de tal forma que é dividida em vários pequenos quadrados, cada um com uma certa cor, desenhados especificamente para serem atingidos pelos elétrons mencionados anteriormente. Esses pequenos quadrados são, por uma razão não importante agora, chamados pixels.

E era exatamente isso que prendia toda a atenção de Fred: um único pixel na sua televisão. Nem os inquestionavelmente altos sons, vozes, música ou os eventuais burricos selvagens podiam atrapalhar sua concentração. Não mesmo.

Conforme ele olhava para esse pixel específico ele podia ver como ele ligava e desligava, como ele rapidamente mudava, como, por nenhum motivo aparente, ele fazia todas essas coisas sem nem ter que pensar sobre elas.

E isso, pensava Fred, ainda fixando sua sua inabalável atenção naquele pixel, era realmente algo a se pensar. Realmente era.

Esse curtíssimo conto é parte de uma série de contos nunca antes publicada (e, provavelmente, inpublicável) simplesmente pois foram escritos, serialmente, por ninguém menos que eu (que nunca se deu ao trabalho de publicá-los).

rhwinter, April 9th, 2007
Filed under: arte, conto
4 Comentários

Um objeto claramente fora do lugar

Misplaced - Fora do Lugar

rhwinter, March 29th, 2007
Filed under: foto
1 Comentário

‘Folha de S. Paulo’ feita a mão

'Folha de São Paulo' feita a mão

Esclarecimento

Essa imagem possui dois elementos principais que permitem a compreensão da motivação para que fosse feita: primeiro ela é, claramente, um desenho feito a mão; segundo, e isso pode não ser muito claro pra quem não mora no Brasil (ou em São Paulo), ela representa a primeira página de um grande jornal local. Isolados esses dois elementos já é possível ter uma idéia das questões que vão ser levantadas, especialmente se levarmos em conta o fato da imagem estar sendo publicada nesse espaço. (Quero deixar bem claro que a edição específica escolhida para o desenho não interessa muito, não houve intenção de abordar as notícias ou o contexto apresentados no jornal).

O fato de o desenho ser feito a mão evoca as relações complicadas (e muitas vezes altamente simplificadas de maneira dualística) entre homem e máquina e as criações geradas por essas relações. Mais especificamente, me interessam as relações mediadas por computadores em oposição àquelas mediadas por meios tangíveis, nesse caso: blogs em oposição a jornais (ou mesmo periódicos impressos em geral). São de particular importância os fatos de blogs poderem ser criados por pessoas quaisquer, serem tendenciosos e parciais e, mais ainda, serem abertos a discussões. É através dessas discussões que os blogs incentivam interações diretas, ainda que bastante limitadas, já que blogs existem num meio ao qual muitas pessoas ainda não tem acesso.

Jornais, por outro lado, estão em toda a parte e não provêem canais tão diretos de comunicação (entre quem escreve e quem lê). Talvez seja por isso que eles adquiriram um caráter quase sobre-humano, que chega a reger o quê, quando e como devemos pensar. A seriedade que envolve os jornais, conferida tanto pela sua apresentação quanto pelos temas que abordam, fazem com que pareçam muito mais distantes das pessoas, quase inteiramente feitos por máquinas e com a intenção de revelar uma espécie de verdade absoluta. O jornal deve convencer o leitor que a sua leitura é valiosa e útil (isso, é claro, também está associado ao fato de jornais serem produtos, que devem ser vendidos e comprados). É exatamente o jogo entre a importância do que é apresentado no jornal e o fato de sabermos que são o resultado do pensamento de pessoas que evidencia caminhos para sua desconstrução, por exemplo: torna-se óbvio que jornais também são tendenciosos e parciais, já que são o produto de quem os faz. Os jornais carregam uma contradição entre sua proposta (evidenciar fatos) e o modo de alcançá-la (uma análise da realidade levada a cabo por pessoas).

Essa contradição, obviamente, não é evidenciada pelos próprios jornais: um jornal não publicaria uma edição com uma capa inteiramente feita a mão. Essa impossibilidade não é resultado de dificuldades técnicas: uma equipe muito mais capacitada que eu poderia fazer esse desenho (e de forma muito mais interessante). O problema é que o desenho de uma capa feita a mão não faria sentido em um jornal. E esse é um aspecto importante da discussão que quero levantar: quais são as coisas que fazem sentido em um jornal? Quais são as coisas que fazem sentido em um blog? Como é que as limitações envolvidas na criação de cada um deles determinam seus conteúdos?

A liberdade de tópicos que podem ser abordados em um blog é inegável: não há editor, não há necessidade de revisar conteúdo, praticamente não há fronteiras nem necessidade de agradar a ninguém. Isso é uma grande evidência de um certo egoísmo que permeia a existência dos blogs; apesar deles serem vistos e pensados como uma maneira de aproximar pessoas. Não que os jornais não tenham esse egoísmo, mas eles costumam ser muito mais ligados à uma ideologia, à uma conduta corporativa que dita mais ou menos uma forma de pensamento. De certa forma, jornais expressam um “egoísmo coletivo”, já que se preocupam com aquilo que importa a todos os seus leitores/compradores.

Quando comparamos jornais e blogs, uma outra grande diferença que podemos notar é que blogs mudam, ou seja, eles podem mudar (e muito) as idéias que apresentam de acordo com a disposição e flexibilidade que o autor confere a si mesmo (correndo o risco de perder seu crédito). Blogs são fluidos, eles estão em constante transformação, o próprio meio no qual existem permite que sejam modificados de uma maneira inacessível para jornais: uma vez que um artigo é publicado em um jornal não há como voltar atrás a não ser publicando um outro artigo; por outro lado sempre é possível modificar (ou mesmo apagar) uma entrada em um blog.

Todos esses fatores nos levam a questionar aquilo que nos é apresentado em blogs, eles evocam dúvida quanto a veracidade do que expõem, e a dúvida é um incentivo ao pensamento, à independência. Ao invés de ser bombardeado através de um maço de papel por uma quantidade enorme de informação, que deve ser incorporada e preparada para ser reproduzida em ocasiões apropriadas, blogs requerem mais diretamente que o leitor se posicione em relação ao que lê (e escolhe ler) e forme suas próprias opiniões.

Até este texto é uma evidência de alguns desses aspectos, por exemplo: quando digo que os jornais “adquiriram um caráter quase sobre-humano (…) com a intenção de revelar uma espécie de verdade absoluta” surgem algumas questões como: em que contexto isso é verdade? Para quem? Será que é verdade? Eu mesmo não estou completamente certo de uma afirmação tão categórica (o que nos leva de volta às conclusões do penúltimo parágrafo).

Assim, ao apresentar em um blog uma imagem feita a mão que representa a primeira página de um jornal nos expomos a uma série de questões e contradições nas quais as formas e meios em que esses três elementos existem e se expressam, nos levando a (re)avaliá-los.

Imagem com resolução ainda maior disponível aqui.
[Algumas dessas idéias já foram abordadas por ângulos diferentes em outros lugares]

rhwinter, March 23rd, 2007
Filed under: arte, meta
2 Comentários

Nove Graus de Separação Circular

Vladimir Dubissarsky & Alexander Vinogradov, que fazem arte contemporânea, como Franz Ackermann, que é alemão, como
Adolf Hitler, que era vegetariano, como
Andrei Tarkovsky, que era russo, como
O Dalai Lama, que é um líder religioso, como
Béla Tarr, que faz filmes que ninguém parece conseguir entender, como
O Papa João Paulo II, que falava espanhol, como
Amon Tobin, que contribuiu para a cinematografia húngara, como Alex Trochut, que tem um nome que não indica que ele é de onde ele vem, como

rhwinter, February 10th, 2007
Filed under: arte, cinema, circular, música, tipografia
Nenhum comentário

Como imprimir páginas que não foram feitas para serem impressas

Eu entendo que a maioria das pessoas por aí não tem nenhum interesse em imprimir páginas da internet. Mas existem outros que querem! O principal problema é que a maioria das páginas não foram feitas para serem impressas. É aí que entram o Firefox e suas extensões. Mais especificamente uma chamada Web Developer. Entre (muitas) outras coisas ela permite que vocē mude o CSS de uma página. Tudo bem que essa dica não vai servir pra quem não sabe CSS, mas saber só um pouco pode ajudar bastante os seus pobres olhos (e diminuir o desperdício de papel): as mudanças feitas no CSS através do Web Developer são levadas em consideração quando a página é impressa!

Por exemplo: essa entrevista com Jonathan Barnbrook me interessou e eu achei melhor imprimir para ler com calma. Não precisa ser nenhum especialista para ver que ela não vai ficar muito bem quando impressa. Mais precisamente, vai ficar assim:

Typographer interview before applying CSS

Veja como a fonte está incrivelmente pequena e um monte de papel está sendo simplesmente desperdiçado (a impressão tem 7 páginas). Vamos mudar isso: edite o CSS indo em “Edit CSS” (no menu Ferramentas-> Web Developer-> CSS). Escreva o seguinte depois do código que aparece na janela lateral que acaba de abrir:

* {
background: white;
font-size:12.5pt;
}
table {
width:100%;
}
i {
font-family:Georgia;
font-size:16pt;
font-style:normal;
font-weight:bold;
}
.bodytext{
font-family:Georgia;
font-weight:bold;
}
p{
text-align:justify;
font-family: Times New Roman;
margin:0;
padding:0;
margin-top:0.5em;
line-height:1.5em;
text-indent:25px;
font-weight:normal;
}
.headings {
font-size:24pt;
}


E veja o que acontece:

Typographer interview after applying CSS

As fontes ficaram maiores, diferentes e muito mais legíveis quando impressas. Todo o papel está sendo usado e, apesar de o artigo continuar ocupando 7 páginas, não estamos simplesmente jogando papel fora: o papel está sendo usado para tornar a leitura mais agradável (vocē poderia ter usado um espaçamento de linha menor, modificando o “line-height”; poderia usar fontes menores também). E essa adaptação foi bem rápida e simples, quanto mais vocē precisar mudar a página, mais o CSS vai ser útil.

Um outro truque que merece ser mencionado é: para uma página que tem muitos links e vocē não quer que o texto simplesmente fique azul quando impresso é possível adicionar o endereço do link depois da palavra usada para criar o link; basta usar essa não-muito-famosa regra CSS:

A:after {
/* Expand URLs for printing */
content:” (” attr(href) “) “;
text-decoration:none;
}

Veja esse exemplo:

Example of simple blue linked text

E como ele magicamente vira:

Example of expanded URL

Espero que tudo isso tenha sido útil.

rhwinter, February 5th, 2007
Filed under: css, firefox, codigo
2 Comentários

Non-Format

Non-Formaté um time de criadores composto por Kjell Ekhorn (Norueguês) and Jon Forss (Inglês). Eles trabalham num gama de projetos que inclui direção de arte, design e ilustração para a indústria da música, artes e cultura, moda e propaganda. Eles também dirigiram uma revista mensal sobre música, chamada The Wire, entre 2001 e 2005” (traduzido do site).

De fato, a quantidade de trabalho que fazem é impressionante. Então, não importa muito o que voê goste, vai acabar achando alguma coisa interessante no site deles (o que não é necessariamente bom, nem ruim). Alguns destaques:

Trabalham com projetos para televisão:

Non-Format

Fazem fontes de estilos diferentes:

Non-Format

E mais:

Non-Format

Essa última é muito boa, especialmente levando em consideração que eles se auto-intitulam designers (ou será que não?):

Non-Format

Isso é só uma pequena amostra. Eles ainda fazem: design de interiores, embalagens, outdoors, exposições, catálogos, websites, folders, revistas, fotografia… Para mais: http://www.non-format.com/ (a única merda é a quantidade de propaganda que você acaba sendo obrigado a ver).

rhwinter, February 1st, 2007
Filed under: design, tipografia
Nenhum comentário

Jonas Bendiksen

O fotógrafo norueguēs Jonas Bendiksen pode ser considerado um pouco mais “tradicional” que os outros fotógrafos sobre os quais falei aqui antes.

Photograph by Jonas Bendiksen

Mas, às vezes, aparecem coisas mais ou menos assim…

Photograph by Jonas Bendiksen

E é exatamente isso que me atrai sobre o trabalho dele: ele acontece numa espécie de fronteira. As imagens podem ser consideradas “tradicionalmente belas” ou até “corretas” (no que diz respeito a exposição, cor, enquadramento, luz, etc) e também um pouco mais “desafiadoras” e alinhadas com correntes da fotografia dita contemporānea (na qual, muitas vezes, o sujeito da foto é a foto em si).

Photograph by Jonas Bendiksen

E tudo isso de uma forma balanceada e que faz sentido dentro do conjunto do trabalho. É como se fosse possível, depois de ver algumas imagens, saber que uma outra imagem “realmente” foi feita por ele, elas carregam uma marca.

Photograph by Jonas Bendiksen

Mais Links

rhwinter, January 25th, 2007
Filed under: foto
1 Comentário

Faça-você-mesmo chaveiro que não faz barulho

No mundo esquecido e sem graça dos chaveiros há duas coisas que me incomodam muito: como eles são sempre iguais e o barulho que as chaves fazem quando ficam balançando. Por isso decidi fazer um chaveiro pra mim mesmo. Depois de um longo e intensivo período de pesquisa de materiais, técnicas e design (até parece!) bolei uma solução.

My Wallet/Notebook

Uma coisa que eu carrego sempre comigo é a minha carteira/caderno (ver foto acima), por isso pensei desde o começo em atrelar o meu chaveiro a ela.

The card compartment

Na carteira há um compartimento especial para cartões e coisas do tipo, assim a solução óbvia foi fazer um chaveiro que fosse tamém um cartão.

A coisa é muito simples de fazer, basta um pedaço de papelão e um estilete. Primeiro grude as chaves juntas com durex, pra elas ficarem mais bidimensionais. Depois corte a forma das chaves através da primeira e segunda camada do papelão, tomando cuidado para não perfurar a terceira (ou o outro lado), depois é só tirar a camada do meio na parte cortada e pronto! Eu ainda coloquei um pouco de durex nos cantos pra fazer o chaveiro ficar mais resistente.

The cut out and the keys bound togetherA side view of the cut out

De maneira geral funcionou mais ou menos como eu esperava, mas há alguns problemas com esse primeiro “protótipo”, principalmente:

In te end, it looks like this

Se você tiver alguma outra idéia ou sugestão para resolver esse grande problema que aflige toda a humanidade, não hesite em comentá-lo aqui!

rhwinter, January 20th, 2007
Filed under: DIY: faça-você-mesmo
2 Comentários

Silêncio

Silêncio/Silence

Ou não? “Ruído” vai pro mundo analógico por umas semanas, isso significa que não poderei colocar coisas novas aqui por um tempo. Mas não se desespere: já escrevi algumas coisas que vão ser publicadas automaticamente!!! (Apesar de não saber quão bem isso vai funcionar…)

Durante esse tempo eu também não poderei aprovar/responder comentários deixados por aqui, mas não deixe de comentar mesmo assim: quando voltar eu vou rever e aprovar todos os comentários.

Então não remova “Ruído” dos seus readers, lines, buckets, reddits, boxes, rojos, etc ainda!

rhwinter, January 19th, 2007
Filed under: meta
Nenhum comentário

← Posts mais antigos   Posts mais novos →