Eu entendo que a maioria das pessoas por aí não tem nenhum interesse em imprimir páginas da internet. Mas existem outros que querem! O principal problema é que a maioria das páginas não foram feitas para serem impressas. É aí que entram o Firefox e suas extensões. Mais especificamente uma chamada Web Developer. Entre (muitas) outras coisas ela permite que vocē mude o CSS de uma página. Tudo bem que essa dica não vai servir pra quem não sabe CSS, mas saber só um pouco pode ajudar bastante os seus pobres olhos (e diminuir o desperdício de papel): as mudanças feitas no CSS através do Web Developer são levadas em consideração quando a página é impressa!
Por exemplo: essa entrevista com Jonathan Barnbrook me interessou e eu achei melhor imprimir para ler com calma. Não precisa ser nenhum especialista para ver que ela não vai ficar muito bem quando impressa. Mais precisamente, vai ficar assim:
Veja como a fonte está incrivelmente pequena e um monte de papel está sendo simplesmente desperdiçado (a impressão tem 7 páginas). Vamos mudar isso: edite o CSS indo em “Edit CSS” (no menu Ferramentas-> Web Developer-> CSS). Escreva o seguinte depois do código que aparece na janela lateral que acaba de abrir:
* {
background: white;
font-size:12.5pt;
}
table {
width:100%;
}
i {
font-family:Georgia;
font-size:16pt;
font-style:normal;
font-weight:bold;
}
.bodytext{
font-family:Georgia;
font-weight:bold;
}
p{
text-align:justify;
font-family: Times New Roman;
margin:0;
padding:0;
margin-top:0.5em;
line-height:1.5em;
text-indent:25px;
font-weight:normal;
}
.headings {
font-size:24pt;
}
E veja o que acontece:
As fontes ficaram maiores, diferentes e muito mais legíveis quando impressas. Todo o papel está sendo usado e, apesar de o artigo continuar ocupando 7 páginas, não estamos simplesmente jogando papel fora: o papel está sendo usado para tornar a leitura mais agradável (vocē poderia ter usado um espaçamento de linha menor, modificando o “line-height”; poderia usar fontes menores também). E essa adaptação foi bem rápida e simples, quanto mais vocē precisar mudar a página, mais o CSS vai ser útil.
Um outro truque que merece ser mencionado é: para uma página que tem muitos links e vocē não quer que o texto simplesmente fique azul quando impresso é possível adicionar o endereço do link depois da palavra usada para criar o link; basta usar essa não-muito-famosa regra CSS:
A:after {
/* Expand URLs for printing */
content:” (” attr(href) “) “;
text-decoration:none;
}
Veja esse exemplo:
E como ele magicamente vira:
Espero que tudo isso tenha sido útil.
rhwinter, February 5th, 2007
Arquivado em: firefox, css, codigo
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Non-Format “é um time de criadores composto por Kjell Ekhorn (Norueguês) and Jon Forss (Inglês). Eles trabalham num gama de projetos que inclui direção de arte, design e ilustração para a indústria da música, artes e cultura, moda e propaganda. Eles também dirigiram uma revista mensal sobre música, chamada The Wire, entre 2001 e 2005” (traduzido do site).
De fato, a quantidade de trabalho que fazem é impressionante. Então, não importa muito o que voê goste, vai acabar achando alguma coisa interessante no site deles (o que não é necessariamente bom, nem ruim). Alguns destaques:
Trabalham com projetos para televisão:

Fazem fontes de estilos diferentes:

E mais:

Essa última é muito boa, especialmente levando em consideração que eles se auto-intitulam designers (ou será que não?):

Isso é só uma pequena amostra. Eles ainda fazem: design de interiores, embalagens, outdoors, exposições, catálogos, websites, folders, revistas, fotografia… Para mais: http://www.non-format.com/ (a única merda é a quantidade de propaganda que você acaba sendo obrigado a ver).
rhwinter, February 1st, 2007
Arquivado em: design, tipografia
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O fotógrafo norueguēs Jonas Bendiksen pode ser considerado um pouco mais “tradicional” que os outros fotógrafos sobre os quais falei aqui antes.
Mas, às vezes, aparecem coisas mais ou menos assim…
E é exatamente isso que me atrai sobre o trabalho dele: ele acontece numa espécie de fronteira. As imagens podem ser consideradas “tradicionalmente belas” ou até “corretas” (no que diz respeito a exposição, cor, enquadramento, luz, etc) e também um pouco mais “desafiadoras” e alinhadas com correntes da fotografia dita contemporānea (na qual, muitas vezes, o sujeito da foto é a foto em si).
E tudo isso de uma forma balanceada e que faz sentido dentro do conjunto do trabalho. É como se fosse possível, depois de ver algumas imagens, saber que uma outra imagem “realmente” foi feita por ele, elas carregam uma marca.
Mais Links
rhwinter, January 25th, 2007
Arquivado em: foto
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No mundo esquecido e sem graça dos chaveiros há duas coisas que me incomodam muito: como eles são sempre iguais e o barulho que as chaves fazem quando ficam balançando. Por isso decidi fazer um chaveiro pra mim mesmo. Depois de um longo e intensivo período de pesquisa de materiais, técnicas e design (até parece!) bolei uma solução.
Uma coisa que eu carrego sempre comigo é a minha carteira/caderno (ver foto acima), por isso pensei desde o começo em atrelar o meu chaveiro a ela.
Na carteira há um compartimento especial para cartões e coisas do tipo, assim a solução óbvia foi fazer um chaveiro que fosse tamém um cartão.
A coisa é muito simples de fazer, basta um pedaço de papelão e um estilete. Primeiro grude as chaves juntas com durex, pra elas ficarem mais bidimensionais. Depois corte a forma das chaves através da primeira e segunda camada do papelão, tomando cuidado para não perfurar a terceira (ou o outro lado), depois é só tirar a camada do meio na parte cortada e pronto! Eu ainda coloquei um pouco de durex nos cantos pra fazer o chaveiro ficar mais resistente.


De maneira geral funcionou mais ou menos como eu esperava, mas há alguns problemas com esse primeiro “protótipo”, principalmente:
- o corte da forma das chaves foi preciso demais, então as chaves só encaixam em uma posição; da próxima vez: fazer o corte de forma que as chaves caibam em qualquer das 4 posições possíveis
- o papelão foi cortado num tamanho muito pequeno, então as chaves não cabem muito bem; da próxima vez: fazer o corte da forma das chaves antes de cortar o papelão no tamano de cartão
- essa coisa é um pouco inconveniente, já que requer duas mãos para o manuseio; da próxima vez: tentar fazer algo diferente, talvez como num canivete suíço
Se você tiver alguma outra idéia ou sugestão para resolver esse grande problema que aflige toda a humanidade, não hesite em comentá-lo aqui!
rhwinter, January 20th, 2007
Arquivado em: DIY: faça-você-mesmo
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Ou não? “Ruído” vai pro mundo analógico por umas semanas, isso significa que não poderei colocar coisas novas aqui por um tempo. Mas não se desespere: já escrevi algumas coisas que vão ser publicadas automaticamente!!! (Apesar de não saber quão bem isso vai funcionar…)
Durante esse tempo eu também não poderei aprovar/responder comentários deixados por aqui, mas não deixe de comentar mesmo assim: quando voltar eu vou rever e aprovar todos os comentários.
Então não remova “Ruído” dos seus readers, lines, buckets, reddits, boxes, rojos, etc ainda!
rhwinter, January 19th, 2007
Arquivado em: meta
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Quando Katsushiro Otomo faz alguma coisa, deve-se assistir. Mas dessa vez ele vai se arriscar mais que o normal: Mushishi é o seu primeiro filme com atores de verdade, mas contém elementos tradicionais de outras animações, como heróis, ficção exagerada e efeitos especiais. Veja o trailer:

Trailer de Mushishi: http://www.mushishi-movie.jp/trailer/trailer.html
Se vocē estiver em Sundance(!), vá assistir. E, caso esteja interessado, já se falaram outras coisas sobre o filme antes.
rhwinter, January 17th, 2007
Arquivado em: cinema
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Se tem uma coisa que documentários tem que fazer é tratar de coisas curiosas pra atrair público e atenção (ok, talvez não). O trailer do filme “I Met the Walrus” conseguiu fazer isso comigo. A história é mais ou menos essa: “em 1969, Jerry Levita, aos 14 anos, conseguiu entrar no quarto de hotel onde estava hospedado John Lennon e gravou a conversa que teve com ele”.
Mas, apesar do trailer ser interessante, não sei se gostaria de ficar uma hora ou mais vendo isso e continuar interessado (como acontece com documentários muito bons).

Trailer | imetthewalrus.com
rhwinter, January 11th, 2007
Arquivado em: cinema
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Até o dia 22 de Janeiro, o Norton Simon Museum vai abrigar uma exposição de Ed Ruscha chamada “Ooo: Early Prints by Ed Ruscha“.
‘City’ - óleo sobre tela (1968)
O período coberto pela exposição é aquele no qual ele produziu uma série de óleos sobre tela com nada (ou quase nada) além de palavras que ele vinha desenvolvendo desde 1966 (pelo que consta no site oficial com um grande catálogo de obras dele). Os quadros mostrados aqui são uma pequena seleção das muitas coisas interessantes que estão por lá. O que ele faz com as cores é impressionante. E a técnica desenvolvida para representar os líquidos chega a ser assustadora.
‘Ruby’ - óleo sobre linho (1968)
Segundo a Artforum:
Durante a sua parceria de dois meses com a Tamarind Lithography Workshop de Los Angeles em 1969, Ed Ruscha cultivou suas imagens de “palavras líquidas”, um tema que ele tinha explorado com pinturas desde três anos antes. Essas imagens, algumas baseadas em arranjos que ele fazia em estúdio, apresentam palavras curtas, normalmente monossilábicas, como EYE ou AIR, representadas por manchas de liquídos sobre fundos de cores sólidas. Quatorze desses trabalhos estão na exposição e mostram tanto a destreza técnica de Ruscha quanto a sua perspicaz arte gráfica, enquanto evidenciam seu interesse por linguagem e seu humor tipicamente norte-americano.
‘Lisp’ - óleo sobre tela (1968)
O que é mais interessante é descobrir que existia já nessa época um tipo de trabalho de desenho de fontes ligado a arte contemporânea. É claro que o trabalho de Ruscha está ligado a Pop Art, mas mesmo o que se fazia popularmente (em propagandas e similares) não tinha essa aparência. Mais ainda, todo o trabalho de criação de fontes que era feito desde o começo do século estava muito mais ligado ao design. É interessante notar também como a estética (cores, formas e ‘efeitos visuais’) são dignos de um trabalho feito hoje em um computador, especialmente a busca por texturas ‘reais’ que criem objetos que necessitam de muito trabalho para serem feitos de verdade, apesar do processo ‘virtual’ ser muito mais complicado. Essa é exatamente a tendência da computação gráfica (especialmente 3D): o retorno a (e incorporação de) uma estética orgânica através do aprimoramento de técnicas mecânicas.
‘Desire’ - óleo sobre tela (1969)
Além disso, vale notar a proximidade com as questões colocadas pela lingüística e as relações signo-significado-significante, incorporadas tão sutilmente que podem até passar desapercebidas. E por falar em desapercebidas, alguns detalhes das pinturas não poderão ser apreciados por nós meros internautas, aparentemente (e isso dá pra ver pelo resto dos quadros) Ruscha era bem detalhista, e colocava pequenos elementos (moscas, partículas e outros corpos estranhos de tamanhos diminutos) como alívios cômicos e para suscitar outros significados às suas já simples e complexas obras.
Outros links
O ‘National Gallery of Art‘ de Washington tem uma discussão detalhada de uma outra versão de “lisp” (que significa ‘fanho’) com 21 páginas (em inglês); por acaso é interessante comparar o trabalho com a fonte da revista Globe, editada em 1937!
Outro trabalho de desenho de fontes que tem um certo aspecto orgânico é o de Ralph Steadman que ilustra o livro “The Curse of Lono” escrito por Hunter S. Thompson.
Outro ainda é a série “Things I learned in my life so far” de Stefan Sagmeister (uma figura importante no mundo do design gráfico).
rhwinter, January 10th, 2007
Arquivado em: tipografia, pintura, arte
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rhwinter, January 6th, 2007
Arquivado em: foto
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Jonah Dempcy, 23 anos, produtor e pianista de jazz. Juntou-se a Seamus Blake (saxofonista da Mingus Big Band), Matthew Garrison (que já tocou baixo com Herbie Hancock) e Lucas Pickford (Brian Blade) para nos dar Increase the Dosage. Uma união de musica eletrônica com improvisações, que resulta num estilo chamado de, entre outros, nu-jazz, electro-jazz ou electronic breakbeat jazz.
Apesar das gravações terem começado em 2000, o álbum ‘Increase the Dosage’ só foi lançado em 2005. E sob uma licença Creative Commons, isso significa que você pode baixá-lo de graça, ouvir e formar a sua própria opinião:
Página do Revolution Void | Sobre Jonah Dempcy | Vários outros discos da banda
rhwinter, January 5th, 2007
Arquivado em: música
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